Comprar a primeira casa pode ficar mais perto: Governo prevê manter apoios aos jovens em 2027
 
Comprar a primeira casa continua a ser um dos maiores desafios para os jovens em Portugal, há medidas em vigor que podem ajudar a transformar esse sonho num projeto concreto. A garantia pública do Estado e as isenções fiscais na compra da primeira habitação estão entre os principais apoios destinados aos jovens até aos 35 anos.

E há uma notícia que merece atenção: a proposta do Orçamento do Estado para 2027 prevê a manutenção destes benefícios, embora a continuidade da garantia pública ainda aguarde decisão formal e conclusão do processo orçamental.

Menos barreiras à entrada, mais possibilidades

A garantia pública permite que os bancos, cumpridos os requisitos legais e financeiros, concedam crédito até 100% do valor elegível da casa, com o Estado a garantir até 15% do valor da transação. Na prática, esta medida pode ajudar jovens que têm rendimentos para suportar uma prestação, mas ainda não conseguiram acumular as poupanças necessárias para a entrada inicial.

A aprovação, contudo, não é automática: depende da elegibilidade do comprador, do imóvel e da avaliação de risco feita pela instituição bancária. Além disso, financiar a totalidade da compra não significa comprar sem custos nem ficar dispensado de pagar o empréstimo.

Outro apoio importante é a isenção total ou parcial de IMT e de Imposto do Selo, aplicável à primeira habitação própria e permanente, dentro dos limites legais e mediante o cumprimento das condições exigidas. Esta redução dos custos iniciais pode representar milhares de euros de poupança, dinheiro que poderá ser importante para mobilar a casa, suportar despesas de mudança ou constituir uma reserva financeira.

O que pode mudar em 2027?

Na apresentação da proposta do Orçamento do Estado, em outubro de 2026, o Governo indicou que pretende manter a garantia pública e as isenções fiscais na compra da primeira habitação. A decisão definitiva, porém, não deve ser confundida com a intenção anunciada: depende da conclusão do processo orçamental e das decisões formais aplicáveis.

A discussão também reflete um desafio maior, que é facilitar o acesso dos jovens à compra sem agravar os problemas de um mercado marcado pela falta de habitação acessível. O debate sobre os apoios continua, mas o objetivo de dar às novas gerações melhores condições para construir a sua vida permanece no centro das medidas anunciadas.

O primeiro passo começa antes da escritura

Para quem sonha ter casa própria, a mensagem é clara: vale a pena começar a preparar o futuro desde já. Avaliar o orçamento familiar, controlar despesas, consultar diferentes bancos e confirmar os critérios dos apoios são passos que podem fazer a diferença.

Os apoios não eliminam todos os obstáculos, nem garantem a aprovação do crédito. Mas podem reduzir barreiras importantes e abrir novas possibilidades a quem reúne as condições necessárias.

Em 2027, a continuidade destas medidas poderá representar uma oportunidade relevante para muitos jovens. Até à confirmação definitiva, a melhor estratégia é informar-se, fazer contas e preparar-se para decidir com segurança.

Porque conquistar a primeira casa não começa apenas quando se recebem as chaves: começa quando se conhece os direitos, se planeia o orçamento e se transforma um sonho num plano possível.


Imagem: idealista.pt/news
Figueira da Foz, Imobiliário Nacional, Legislação e Finanças, Crédito Habitação