Câmara da Figueira da Foz vende terrenos da Salmanha e divide projeto do multiusos
 

O Município da Figueira da Foz aprovou ontem, por maioria, a abertura do procedimento de hasta pública para a venda dos terrenos da Salmanha, em Vila Verde, numa área de cerca de 6,6 hectares adquirida por 555 mil euros. O lançamento do procedimento deverá ocorrer dentro de aproximadamente um mês. PS e Chega votaram contra a proposta, contestando a mudança de estratégia e levantando dúvidas sobre a alienação do património municipal.

Os terrenos estavam destinados à construção de um grande edifício multiusos, com centro de congressos, espaços para atividades económicas e infraestruturas desportivas. O investimento previsto, entre 10 e 15 milhões de euros, daria origem a um equipamento considerado indispensável pelo executivo liderado por Pedro Santana Lopes.

A autarquia decidiu, entretanto, abandonar o modelo concentrado num único complexo e distribuir as diferentes valências por três localizações do concelho.

Na Salmanha, o objetivo é atrair investimento privado para a construção de uma unidade hoteleira com uma componente significativa de congressos. A vertente empresarial, de exposições e feiras comerciais será transferida para Seiça, na freguesia do Paião. Já a componente desportiva dará lugar a uma piscina de dimensões olímpicas, a construir junto ao Pavilhão Galamba Marques, em Tavarede.

O presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, justificou a alteração com a necessidade de assegurar financiamento externo para os grandes investimentos municipais. Os grandes investimentos anunciados só serão feitos se conseguirem financiamentos a fundo perdido e não sendo suportados por encargo direto do orçamento municipal», afirmou, considerando que a nova estratégia representa «um dia muito importante para a Figueira da Foz.

O autarca indicou que a capacidade financeira do município é de 23 milhões de euros, mas garantiu que não pretende recorrer a essa verba, defendendo a manutenção das contas municipais equilibradas.

A oposição, por sua vez, criticou o abandono do projeto original e manifestou reservas quanto à venda dos terrenos da Salmanha, numa decisão que marca uma divergência política sobre o futuro do planeamento estratégico e urbanístico do concelho.



Imagem: campeaoprovincias.pt
diariocoimbra.pt

 
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